Entrevista com Bárbara Coelho: Reforma da Previdência!


Um dos principais assuntos debatidos atualmente é a Reforma da Previdência. Em entrevista concedida ao canal BH News, a consultora da Leroy Associados, Bárbara Coelho, opinou sobre o assunto e esclareceu alguns pontos:


Explicando melhor a aposentadoria atualmente, a idade mínima para os homens se aposentarem pelo INSS é de 65 anos de idade e para as mulheres, 60 anos. Além disso, para ambos é necessário que tenham pelo menos 15 anos de tempo de contribuição. Mas, a proposta da reforma da Previdência prevê algumas mudanças nesses números.


O ministro da economia Paulo Guedes sugeriu que a idade mínima passasse para 65 anos, tanto para os homens, quanto para as mulheres, e que o tempo de contribuição subisse de 15 para 20 anos. Entretanto, o presidente Jair Bolsonaro já afirmou ser contra essa igualdade entre homens e mulheres para se aposentar. Por isso, outras versões das proposta serão debatidas.


Mas, qual é, realmente, a importância de fazer essa reforma na Previdência? Primeiramente, pode-se falar da mudança no perfil demográfico e socioeconômico brasileiro que faz com que os gastos previdenciários aumentem e, em contrapartida, a arrecadação diminua, não permitindo que a conta feche. Em 1940, por exemplo, a expectativa de vida brasileira era de 45 anos e a taxa de fecundidade era de 6 filhos por mulher., fazendo com que a população brasileira pudesse ser representada em forma de pirâmide, em que a base larga era composta por jovens e o topo, estreito, pelos idosos. Hoje em dia, a expectativa de vida é de 76 anos e a taxa de fecundidade caiu para 1,5, fazendo com que a pirâmide se invertesse. Além disso, o contigente dos mais pobres, que recebe salário mínimo, vai crescer mais que outras classes. Então, como essa fatia de jovens que reduziu e receberá menos vai sustentar a Previdência?


Países ricos, como EUA, Dinamarca, Alemanha e Japão enfrentaram esse tipo de problema através da combinação de benefícios pagos pelo Estado com sistemas de previdência privada obrigatória, fazendo com que as pessoas acumulem um saldo para depois se aposentarem. No Brasil ocorre o contrário: é um regime de repartição, em que pessoas na idade ativa trabalham para financiar uma massa de idosos que não para de crescer.


Além disso, o sistema atual é uma máquina de injustiça social. Enquanto um aposentado por idade pelo INSS recebe, em média, R$1.100,00 por mês, um aposentado pelo Legislativo recebe, mensalmente, R$26.800,00. Quanta discrepância!


Então, a reforma é urgente e necessária para permitir o equilíbrio e garantir a existência futura da previdência, além de acabar com os privilégios existentes. O governo deve explorar isso e, com os problemas saltando aos olhos do cidadão, o ambiente político está favorável para a reforma. Para concluir, o governo projeta uma economia de R$1 trilhão em 10 anos, caso a reforma da Previdência seja feita. Porém, se ela não acontecer, o déficit nas contas públicas será de R$1 trilhão também, mas em 3 anos. Logo, esta clara a urgência da reforma.


-A entrevista pode ser vista, na íntegra, pelo site https://youtu.be/Wk8PTse6YlA.


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